Napoleão entendeu o poder da música. Ele resumiu esse assunto com estas palavras: "Dê-me controle sobre quem cria a música de uma nação; e eu não me preocupo com quem faz as leis." Por que será que ele falou isso? A partir de agora, veremos um pouco do que uma parte da história conta e do que a ciência moderna descobriu sobre a música no que diz respeito à sua influência na matéria e na mente, do século 18 ao 21.
Era barroca. O impressionante músico alemão George Friedrich Händel (Halle an der Saale, 23 de fevereiro de 1685 — Londres, 14 de abril de 1759) afirma: “Não faço música para encantar as pessoas, mas especialmente para influí-las para o caminho do bem e curá-las – se elas se encantam isso é consequência”.
Anos mais tarde o Rei espanhol Felipe V (1705-1782) atribui à cura de uma enfermidade por ter ouvido repetidamente uma “Ária” e uma série de cantochões.
1921. Albert Einstein explica o Efeito Fotoelétrico e ganha o Prêmio Nobel, recebendo-o no ano seguinte. Albert agradece o prêmio e atribui a sua vitória principalmente ao seu violino: ele conta que sem ele sua inteligência não lhe teria dado tantos frutos.
1960. Dr. Hans Jenny, (médico, físico e músico suíço), cria a Kymatics (cimática), que estuda a energia das ondas – isto é, os efeitos das ondas sonoras sobre a matéria física. Afirma ter descoberto efeitos de sons emitidos por idiomas orientais (como o sânscrito e o aramaico), que são bem curiosos e que podem ser interessantes à saúde humana. Segundo ele, são curativos.1962-1968
A música é dividida em dois grupos: sedativas e estimulantes. “As músicas sedativas possuem harmonias simples e variações leves da dinâmica musical; tem como função tornar suave a atividade física e aumentar a capacidade contemplativa do ser humano. As estimulantes ressaltam os tempos mais rápidos, a forte presença de articulações em staccato, harmonias complexas e dissonantes, além de mudanças repentinas na dinâmica, que produzem a sensação de aumento do estado de alerta e pré-disposição à atividade motora; e, conseqüentemente, maior ativação mental. Considera-se ainda que a música provoque condutas orientadas pelo afeto”.
Décadas de 60-70. Método do grande médico francês Prof. Dr. Alfred Tomatis (1o de janeiro de 1920 a 25 de dezembro de 2001). “O equipamento de Tomatis emite sons restauradores do equilíbrio emocional e psíquico e provoca estímulos sonoros a partir da música”.
Baseado na conclusão científica que a audição é um dos principais fatores do equilíbrio emocional e do desenvolvimento, Dr. Alfred entendeu que o ouvido reeducado pode ser a solução para muitos problemas de comportamento de crianças, adolescentes e adultos, além de corrigir problemas de fala, agressividade, hiperatividade e depressão.
1979. Numa tese de mestrado, no Institut National de la Santé et de la Recherche Médicale, o médico Gomez reverifica a eficiência das afirmações de Tomatis. Gomez também diz que os efeitos das músicas de Mozart, tal qual afirmara o Dr. Alfred, realmente “possuem efeitos construtivos diferenciados”.
1980-1990. As músicas de Mozart tomam novo vulto, já que trabalhos sucessivos concluem que realmente são medicinais e ajudam na ordenação e no desenvolvimento da mente humana.
Década de 90. O cientista japonês Dr. Mazuru Emoto reafirma os trabalhos que exaltam Mozart, acrescentando que, segundo sua pesquisa sobre os efeitos das ondas sonoras em cristais, há músicas de Mozart que edificam muito mais do que outras do próprio Mozart; e sua vibração é a mesma do que ele chamou de “Sabedoria”. Ele elogia ainda as músicas de Bethoven no começo de sua carreira: “São mais simples do que as que ele fez no auge de sua carreira, mas também mais puras e de uma alegria essencialmente verdadeira”. Destaca também algumas músicas que vibram numa sintonia que ele chamou de “amor”: Ária da 4a Corda, de Bach; Valsa do Adeus, de Chopin; entre outras.
Ainda na década de 90. Dr. Joel Sternheimer, físico e matemático francês, formado em Paris e Princeton, e aluno do físico Louis de Broglie, comprovou a existência de certas gamas de ondas vibratórias ligadas à estrutura atômico-molecular da matéria viva, na síntese de proteínas. Diz ele: “A cada síntese protéica corresponde uma pequena música com freqüência rítmica precisa”. Explica-nos: “Quando ouvimos a melodia de uma proteína transposta, ocorre um fenômeno de ressonância que chamo de ressonância de escala, que irá estimular ou inibir a síntese da proteína correspondente”. Por este raciocínio, segue ele, “a ciência acaba de descobrir que realmente pode haver músicas que curam e músicas que fazem adoecer”.
1993. Os neurologistas americanos Gordon Shaw (Universidade da Califórnia) e Francis Rauscher (Universidade de Wisconsin) descobriram o “Efeito Mozart”, ao tocar a “Sonata para 2 pianos” para um grupo de estudantes antes e depois de aplicar testes de raciocínio relacionados à matemática. O resultado da segunda do pós-Mozart foi muito melhor.
Eminência do Século 21. Dr. Joel Sternheimer continua seus experimentos e cada vez mais surpreende-se com os resultados. Com auxílio de zootecnistas, veterinários e agrônomos, faz experimentos com vacas leiteiras e descobre que apenas a Sexta Sinfonia de Mozart, a Pastoral, tem relevância científica para sua pesquisa. Ou seja, todas as músicas melhoraram a lactação por tranqüilizarem as vacas, mas os animais expostos à Pastoral de Mozart produziram bem mais. Sternheimer estudou e descobriu que o tema central da Pastoral corresponde precisamente à seqüência do processo de desidrogenação do álcool, que participa da catalisação da fermentação láctea, o que significa ativação da prolactina bovina.
2001. A música agradável – aquela que dá “arrepio na espinha” – ativa um sistema que envolve o striatum ventral, o cérebro intermediário, o córtex orbitofrontal e o cortex prefrontal medial ventral. Logo, ativa os mesmos centros de prazer que nos traz um alimento saboroso, um excelente perfume, a relação sexual. Dessa forma, pode ser usada tanto como uma eficiente ferramenta contra o estresse, como um estimulante ou uma causadora de estresse.
2001. Surdos também podem beneficiar-se das músicas através de vibrações causadas pelos sons. A experiência contou com pessoas que ouvem e com pessoas totalmente surdas: ambos grupos demonstraram atividade cerebral em regiões responsáveis por sensações tácteis, mas apenas os surdos demonstraram atividade no córtex auditivo; e – para aumentar a surpresa dos cientistas – numa área do tamanho de uma bola de golf.
2001. Sentimentos influenciam no formato e na presença de códigos do DNA. Músicas produzem sentimentos. Logo, músicas realmente podem ser usadas como ferramentas de cura.
2007. Plantas sofrem influência da música em pelo menos dois genes: o rbcS e o Ald.
retirado de: "http://www.tribunatp.com.br/modules/news/article.php?storyid=1843"
quinta-feira, 10 de junho de 2010
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